Mais uma vez, fui ao cardiologista. Desta vez para o teste de esforço, na esteira. Cheguei ao local por volta das 08:45, mas só fui atendido meia-hora mais tarde. Uma atendente me levou até uma salinha e logo avisou: “queira tirar a camisa, pois eu vou depilá-lo...”. Um piteuzinho de atendente, devo frisar. E isso logo pela manhã. De Prestobarba na mão, a moça foi logo depilando meu tórax, e eu achando aquilo tudo muito engraçado. Em seguida, me levaram para uma sala com uma esteira e um médico daqueles que nem olha pro rosto do paciente – eu já vi isso em algum lugar; e vocês?
Aí eu tirei novamente a camiseta e outra atendente – menos piteuzinho, diga-se de passagem – colocou aqueles adesivos redondos ligados a uma máquina por fios de várias cores. O médico ligou a esteira e eu comecei a andar. Fiquei olhando o estacionamento pela janela, e tinha um sujeito gordo pra caramba tentando entrar no carro dele, além de uma mulher que reclamava por seu carro ter sido arranhado.
No começo, era apenas uma caminhada, mas não demorou muito para que a velocidade da esteira aumentasse. Lá pelas tantas, eu tentava disfarçar o cansaço, e o médico, sempre de olho no computador dele, me solta a seguinte frase: “relojinho bom, esse seu, hein?”
Pois é. E ainda tem gente enchendo o meu saco dizendo que eu sou sedentário, que minha saúde não deve ser boa, e que eu devo estar com um pé na cova. Revenge is mine!!!
Findo o exame, vesti a camiseta, agradeci, peguei o elevador e parei numa lanchonete, onde comi um pão-de-queijo e tomei um suco de laranja. Aí voltei pro estacionamento, entrei no Demônio Azulado, coloquei o AC/DC no volume máximo e me pirulitei pela W3.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
O Homem do Curriculum Vitae Invisível
Não raro penso na questão do meu currículo. Ultimamente tenho feito uma certa peregrinação para distribuir as reles duas folhas de minha trajetória profissional (podem rir que eu deixo...). Na semana passada, fui a uma empresa especializada em tradução de documentos para lá deixar meu curriculum vitae. No prédio à la Paulo Octavio, apertei a campainha. Uma bela secretária atendeu. Perguntei com quem eu poderia deixar meu currículo. Ela respondeu que era com Sr. Fulano. Dei três passos e lá estava Sr. Fulano, sentado em uma mesa, rodeado por três outros funcionários – todos bem vestidos e silenciosos, diga-se de passagem –, e com a cara metida em uma papelada. Me apresentei e pedi-lhe que, por gentileza, aceitasse meu currículo. Com cara de poucos amigos e sem sequer olhar para o meu rosto, Sr. Fulano fez pouco caso da situação, disse que estava meio ocupado, mas que se eu deixasse o “papel” na mesa dele ele entraria em contato mais tarde. Isso tudo, pasmem, sempre olhando para baixo e evitando me encarar. Coloquei as duas folhas sobre a mesa. Em seguida, agradeci, desejei a todos bom trabalho e bom dia, me despedi e me pirulitei. Nem preciso dizer que Sr. Fulano – mais conhecido como Sr. Engravatado-Orgulhoso-Filho-de-uma-Puta-Leprosa – não ligou. Se bobear, meu currículo foi parar na caçamba de lixo, ou serviu como pedaço de papel para alguma anotação.
Mas eu não fiquei chateado. Confesso até que me espantei, mas sei que, de gente desse tipo, o planeta está abarrotado. E até me divirto com o fato de essas mesmas pessoas acharem que estão no topo de alguma cadeia alimentar. Aqui em casa não estão. Muito menos na casa dos meus pais, ou do meu irmão, ou na caverna habitada pelo tristonho Osama bin Laden. Sr. Fulano deveria saber que quando se vive em sociedade, o mínimo que se deve ter é respeito, pois respeito é bom e preserva os dentes. Como diria Maria Bethânia: “Olhos nos olhos / Quero ver o que você diz” (acho que é isso, pois não sou muito de escutar Maria Bethânia, apesar de achar que ela dá de mil naquele irmão avoado dela...).
Anyway: voltando à história do Sr. Fulano. Fico imaginando como seria a reação do próprio Sr. Fulano se ele entregasse algo a alguém que sequer tem o respeito de olhar a pessoa nos olhos. Afinal, se eu entreguei o meu currículo na birosca dele, foi porque alguém de meu apreço me recomendou a mesma birosca. Isso é propaganda, pombas! É ponto positivo, certo? Mas aí o sujeito chega no lugar e é tratado como intocável indiano...aí fica uma situação do tipo “Reverso da Fortuna” (daquele filme interessante com o Jeremy Irons e a Glenn Close...).
Basicamente, é como se Sr. Fulano fosse o Simon LeBon, do Duran Duran, e tivesse um iate (o Simon LeBon, ao que consta, tem vários e é um bom velejador...). Aí fica falando bem do iate, louvando o iate, contando vantagens sobre o iate e até resolve usar o iate naquele clipe da canção “Rio” (se não conhecem, baixem no YouTube, pois vale a pena...). Mas aí vem a surpresa: no meio do clipe, dá a louca no Simon LeBon/Sr. Fulano, e ele simplesmente começa a fazer um furo no casco do iate desferindo golpes de machado contra a embarcação. Não dá outra: o iate vai a pique, e leva Simon LeBon – além de toda a turma do Duran Duran/birosca pro fundo do mar.
É por isso que eu não fico chateado, e até me divirto.
(Agora, aqui entre nós, caros leitores, eu às vezes sou ou não sou melhor que o LaFontaine no quesito “Moral da História”, hein?...)
Mas eu não fiquei chateado. Confesso até que me espantei, mas sei que, de gente desse tipo, o planeta está abarrotado. E até me divirto com o fato de essas mesmas pessoas acharem que estão no topo de alguma cadeia alimentar. Aqui em casa não estão. Muito menos na casa dos meus pais, ou do meu irmão, ou na caverna habitada pelo tristonho Osama bin Laden. Sr. Fulano deveria saber que quando se vive em sociedade, o mínimo que se deve ter é respeito, pois respeito é bom e preserva os dentes. Como diria Maria Bethânia: “Olhos nos olhos / Quero ver o que você diz” (acho que é isso, pois não sou muito de escutar Maria Bethânia, apesar de achar que ela dá de mil naquele irmão avoado dela...).
Anyway: voltando à história do Sr. Fulano. Fico imaginando como seria a reação do próprio Sr. Fulano se ele entregasse algo a alguém que sequer tem o respeito de olhar a pessoa nos olhos. Afinal, se eu entreguei o meu currículo na birosca dele, foi porque alguém de meu apreço me recomendou a mesma birosca. Isso é propaganda, pombas! É ponto positivo, certo? Mas aí o sujeito chega no lugar e é tratado como intocável indiano...aí fica uma situação do tipo “Reverso da Fortuna” (daquele filme interessante com o Jeremy Irons e a Glenn Close...).
Basicamente, é como se Sr. Fulano fosse o Simon LeBon, do Duran Duran, e tivesse um iate (o Simon LeBon, ao que consta, tem vários e é um bom velejador...). Aí fica falando bem do iate, louvando o iate, contando vantagens sobre o iate e até resolve usar o iate naquele clipe da canção “Rio” (se não conhecem, baixem no YouTube, pois vale a pena...). Mas aí vem a surpresa: no meio do clipe, dá a louca no Simon LeBon/Sr. Fulano, e ele simplesmente começa a fazer um furo no casco do iate desferindo golpes de machado contra a embarcação. Não dá outra: o iate vai a pique, e leva Simon LeBon – além de toda a turma do Duran Duran/birosca pro fundo do mar.
É por isso que eu não fico chateado, e até me divirto.
(Agora, aqui entre nós, caros leitores, eu às vezes sou ou não sou melhor que o LaFontaine no quesito “Moral da História”, hein?...)
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Nada Importante...
Dor de cabeça à noite. Mal-estar inexplicado. Sinfonia no silêncio da noite chuvosa: goteira do terceiro andar, cadeira de balanço do vizinho de cima, cães da quadra, fãs de BBB. Fiquei escutando música de rádio. Acho que estou a alguns passos de uma estafa. Pelo menos choveu forte, o que me fez dormir mais rápido, sem muito pensar nos problemas.
Ripar É preciso. Escutar Caetano NÃO É preciso...
Graças aos excelentes serviços de um amigo meu, fino apreciador do rock de qualidade, este divorciado aqui não caiu naquele mar de clichês que engole nove entre dez divorciados (i.e. gente crescida choramingando pelos cantos ao som de Caetano Veloso, Elis Regina e demais deprês da MPB...). O nobre rapaz em questão simplesmente baixou vários filmes da internet. Bons filmes, além de pérolas há muito esquecidas: “Soylent Green”, “Maximum Overdrive”, “Telefon”, “Gran Torino”, “Angels”. Outros aguardam na fila: “Das Boot”, “Doc Savage, The Man of Bronze”, “Outlander”, “Machine Gun Kelly”, “The Mechanic”, além de clássicos do cinema de guerra soviético.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Um Divorciado de Colete Salva-Vida
Estava assistindo a um DVD sobre as batalhas travadas entre os Aliados e os temíveis submarinos de Karl Dönitz no Oceano Atlântico. Lá pelas tantas, apaguei por um minuto. Apaguei visualmente, mas ainda escutava a voz do narrador e o texto relatando o torpedeamento de navios mercantes, em comboios escoltados pelos Aliados, por parte dos submarinos – U-Boats – alemães.
Dönitz não ia muito com as caras de Hitler, Goebbels e principalmente do gorducho Goering. Tanto é que foi ele, Dönitz, quem assinou, já no cargo de último führer do Reich, o armistício com os Aliados. Durante seu julgamento, em Nuremberg, ele foi acusado de crimes contra a Humanidade (principalmente porque deu a ordem para que a Marinha não resgatasse náufragos Aliados...); quase foi parar no cadafalso, se não fosse o testemunho do americano Nimitz, segundo o qual a política de resgate de náufragos do Eixo por parte dos Aliados não era lá muito diferente. Dönitz pegou dez aninhos, e só bateu as botas em 1980.
E por que diabos eu relato tudo isso em um blog de divorciado? Também não sei. As imagens do documentário eram interessantes, apesar de a coisa toda terminar em uma lista muito chata de comboios afundados, submarinos avariados, máquinas Enigma capturadas e, como sempre, muita gente indo para o fundo do Atlântico. Lá pelas tantas, até deu vontade de largar tudo e ir trabalhar em algum cargueiro malaio no meio do nada. Mas aí voltei à realidade dos fatos: tenho medo de águas escuras e tenho medo de tubarão.
Dönitz não ia muito com as caras de Hitler, Goebbels e principalmente do gorducho Goering. Tanto é que foi ele, Dönitz, quem assinou, já no cargo de último führer do Reich, o armistício com os Aliados. Durante seu julgamento, em Nuremberg, ele foi acusado de crimes contra a Humanidade (principalmente porque deu a ordem para que a Marinha não resgatasse náufragos Aliados...); quase foi parar no cadafalso, se não fosse o testemunho do americano Nimitz, segundo o qual a política de resgate de náufragos do Eixo por parte dos Aliados não era lá muito diferente. Dönitz pegou dez aninhos, e só bateu as botas em 1980.
E por que diabos eu relato tudo isso em um blog de divorciado? Também não sei. As imagens do documentário eram interessantes, apesar de a coisa toda terminar em uma lista muito chata de comboios afundados, submarinos avariados, máquinas Enigma capturadas e, como sempre, muita gente indo para o fundo do Atlântico. Lá pelas tantas, até deu vontade de largar tudo e ir trabalhar em algum cargueiro malaio no meio do nada. Mas aí voltei à realidade dos fatos: tenho medo de águas escuras e tenho medo de tubarão.
Um certo alento no Inferno...
Já passava das 11 da noite quando abri a cerveja long-neck. Até consegui escrever algo, mas alguma coisa me fazia querer parar tudo e, mais uma vez, analisar a situação. Esta não era das melhores, mas certamente não era a pior. Prova disso estava nas páginas de jornais, nos sítios de notícias, na programação das rádios, nos livros de História. Minha situação beirava o agradável; o cômodo.
Na noite anterior, havia assistido ao “Soylent Green” de Fleischer, baseado no livro “Make Room, Make Room” de Harry Harrison. De minha parte, o personagem mais interessante é Sol Roth (interpretado, no filme, por um grandioso Edward G. Robinson, em seu último papel...). Ele é um “book”, idoso “das antigas” responsável pela análise de arquivos e livros no intuito de ajudar a resolver crimes e demais ocorrências policiais. Mais ou menos isso.
O porquê desta parêntese, eu não sei. Acho que deu vontade de me tornar um “book”à medida que este planeta fosse para as brebas.
Quase uma da madrugada, e a rádio continuava ligada na Brasília Super Rádio FM. Fred Astaire e Charles Trenet. Segunda garrafa de cerveja, e mais alguns pensamentos inúteis.
Na noite anterior, havia assistido ao “Soylent Green” de Fleischer, baseado no livro “Make Room, Make Room” de Harry Harrison. De minha parte, o personagem mais interessante é Sol Roth (interpretado, no filme, por um grandioso Edward G. Robinson, em seu último papel...). Ele é um “book”, idoso “das antigas” responsável pela análise de arquivos e livros no intuito de ajudar a resolver crimes e demais ocorrências policiais. Mais ou menos isso.
O porquê desta parêntese, eu não sei. Acho que deu vontade de me tornar um “book”à medida que este planeta fosse para as brebas.
Quase uma da madrugada, e a rádio continuava ligada na Brasília Super Rádio FM. Fred Astaire e Charles Trenet. Segunda garrafa de cerveja, e mais alguns pensamentos inúteis.
sábado, 28 de março de 2009
Die, HempHead, Die!!!
Os filhos-da-mãe estavam debaixo do bloco ao lado do meu. Tinham jeito de meliantes e analfabetos criados com toda a mordomia. Estavam fumando maconha. Tem dia em que você simplesmente não agüenta esse tipo de liberdade. A vontade é de comprar um daqueles fuzis de sniper (modelo Remy, preto, simplesmente lindo, conhecem?) e lascar os cartuchos nos miseráveis. Soa meio “eu-sou-um-adolescente-alemão-sem-amigos”, mas é fato que paciência tem limite. Mesmo um cara letrado feito eu paga seus impostos em dia, e certamente não quer que sua quadra vire a próxima Cidade de Deus do Plano Piloto. Mas vai falar isso para aquele ladrão que “governa” a cidade. O imbecil só quer saber de Copa de 2014, e de como os estádios vão ficar prontos. Não que seja uma vantagem, mas eu voto em Pitboyland.
O porteiro do prédio tomado momentaneamente pelos usuários de substância ilícita olhou para o grupo, mas nada fez. Ficou olhando com cara de pamonha, depois voltou para a sua guarita. Enquanto isso, eu liguei para El Brujo – decididamente, alguém ainda vai me chamar de viado – e informei a ocorrência.
“Malditos drogados, cara”, ele respondeu, emocionado. “Às vezes você tem de cortar o mal pela raiz; ter os colhões para fazer o que deve ser feito, e responder pelo que fez. Sabe o que eu estou querendo dizer, cara? Lembre-se das belas palavras do reverendo Brian Johnson em “For Those About to Rock”: “Stand up and be counted...”. Esses moleques têm de saber que a vida tem limites, cara. Fronteiras.”
De alguma maneira nebulosa, resolvi entrar na conversa.
“Mas não foi John Lennon quem disse que um mundo sem fronteiras era melhor?...”
“Exato, cara. E olha o que aconteceu com aquele hippie riquinho: levou teco de um fã gordo...Essa história de mundo sem fronteiras agora não passa de propaganda para vender celular, cara...Eu li que, na França, os caras estão processando as companhias de telefonia celular pois eles acham que certos níveis de freqüência dos portáteis causa câncer no cérebro...Coisa séria mesmo, cara...”
“Ok”, eu disse. “Mas e os maconheiros? O que eu faço com eles? Chamo o síndico? Chamo o prefeito da quadra? Chamo a polícia?”
“O síndico é um bundão, o prefeito é um idiota, e a polícia provavelmente nem vai chegar a tempo. E quando chegar, ainda vai te dar um esporro. Se bobear, te embarcam por desacato ou suspeita de trote...Relaxa. Não faz coisa alguma e continua observando esses maconheiros filhos-da-puta. Se eles aparecerem no Beirute e você reconhecê-los, nós descemos o cacete neles e ainda bebemos uma sobre seus cadáveres. Nós somos os bucaneiros desta cidade, cara. Agora tenho que ir. Meus nuggets da Turma da Mônica estão prontos. Te ligo mais tarde. Um abraço...”
Talvez aquela fosse mais uma batalha perdida. Mas no que dependesse de El Brujo e de mim, ainda venceríamos a guerra.
O porteiro do prédio tomado momentaneamente pelos usuários de substância ilícita olhou para o grupo, mas nada fez. Ficou olhando com cara de pamonha, depois voltou para a sua guarita. Enquanto isso, eu liguei para El Brujo – decididamente, alguém ainda vai me chamar de viado – e informei a ocorrência.
“Malditos drogados, cara”, ele respondeu, emocionado. “Às vezes você tem de cortar o mal pela raiz; ter os colhões para fazer o que deve ser feito, e responder pelo que fez. Sabe o que eu estou querendo dizer, cara? Lembre-se das belas palavras do reverendo Brian Johnson em “For Those About to Rock”: “Stand up and be counted...”. Esses moleques têm de saber que a vida tem limites, cara. Fronteiras.”
De alguma maneira nebulosa, resolvi entrar na conversa.
“Mas não foi John Lennon quem disse que um mundo sem fronteiras era melhor?...”
“Exato, cara. E olha o que aconteceu com aquele hippie riquinho: levou teco de um fã gordo...Essa história de mundo sem fronteiras agora não passa de propaganda para vender celular, cara...Eu li que, na França, os caras estão processando as companhias de telefonia celular pois eles acham que certos níveis de freqüência dos portáteis causa câncer no cérebro...Coisa séria mesmo, cara...”
“Ok”, eu disse. “Mas e os maconheiros? O que eu faço com eles? Chamo o síndico? Chamo o prefeito da quadra? Chamo a polícia?”
“O síndico é um bundão, o prefeito é um idiota, e a polícia provavelmente nem vai chegar a tempo. E quando chegar, ainda vai te dar um esporro. Se bobear, te embarcam por desacato ou suspeita de trote...Relaxa. Não faz coisa alguma e continua observando esses maconheiros filhos-da-puta. Se eles aparecerem no Beirute e você reconhecê-los, nós descemos o cacete neles e ainda bebemos uma sobre seus cadáveres. Nós somos os bucaneiros desta cidade, cara. Agora tenho que ir. Meus nuggets da Turma da Mônica estão prontos. Te ligo mais tarde. Um abraço...”
Talvez aquela fosse mais uma batalha perdida. Mas no que dependesse de El Brujo e de mim, ainda venceríamos a guerra.
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